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Segurança de fachada? Até quando as redes vão lucrar com anúncios de golpistas?

É tão lindo ver as bigtechs lançando ferramentas de segurança, serviços de verificação, identificadores de links suspeitos, botões de denúncia, etc. O discurso corporativo é sempre o mesmo “a segurança dos nossos usuários é a nossa prioridade”. Enquanto vendem essa imagem de paladinas da segurança digital, o Instagram, Facebook e Google continuam recebendo rios de dinheiro de pessoas mal intencionadas que compram anúncios pra enganar você. A grande verdade é que o crime digital virou uma fonte de receita bilionária para o vale do silício.

Do álbum de figurinhas da copa à guia do CNPJ MEI, o oportunismo dos golpistas não tem limites e a negligência das plataformas também não. O golpe da vez usa a febre das figurinhas da copa do mundo. Vídeos patrocinados circulam no feed do Instagram e Facebook direcionando pessoas para um falso e-commerce. O usuário confia na rede social, clica, paga pelo produto na página destino e nunca recebe nada.

E não fica só nisso, existem os golpes recorrentes onde a vítima é aquele que está tentando trabalhar. Quando pequenos empreendedores buscam no Google o link para pagamento da guia DAS, aparecem anúncios no topo que direcionam para uma página fraudulenta. O site é idêntico ao do governo, mas o dinheiro do imposto vai direto para uma conta criminosa.

Como conhecedor do mundo de segurança, afirmo que é tecnicamente possível barrar a maioria dessas fraudes antes de chegarem ao usuário final. Criando regras mais rígidas para anunciantes que usam domínios recentes é um excelente começo. Uma análise automatizada mais inteligente de termos sensíveis como “pagamento segunda via de boleto”, “pagamento das MEI” ou “figurinhas da copa do mundo” mitigaria o problema drasticamente. É simples, se as inteligências artificiais conseguem derrubar posts por direitos autorais em segundos, por que não fazer o mesmo com anúncios fraudulentos?

A resposta para a demora das redes em fazer isso não está na falta de capacidade técnica, mas sim na planilha de lucros. Todos os dias, golpistas investem milhões em tráfego pago nas redes sociais e motores de busca. Exigir responsabilização jurídica dessas empresas por anúncios fraudulentos não é censura, mas sim defesa do consumidor. Até que isso aconteça, a pergunta que fica é apenas uma: As redes sociais realmente querem fechar essa torneira e abrir mão dessa fonte de renda?

Renato Cunha

Escritor

Renato Cunha

Escritor

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